INGREDIENTE

Manteiga de Cacau Orgânica de Comércio Justo

Theobroma cacao

Suaviza e condiciona
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Produtos com este ingrediente

A manteiga de cacau é uma manteiga estável e seca. Pode ser usada em combinação com outras manteigas naturais para criar misturas ricas. Vais encontrar em toda uma gama de produtos cosméticos, incluindo cuidados para pele e o cabelo, devido às suas propriedades hidratantes e condicionadoras.

Descrição

Descrição

Além de ser altamente hidratante, a manteiga de cacau também é um emulsionante natural, o que significa que une óleo e água para criar uma emulsão firme, deixando pouco espaço para os micróbios se moverem e crescer. O uso da manteiga de cacau permite que alguns produtos sejam auto-conservados.

Como se não bastasse, a manteiga de cacau também pode ser saponificada, juntamente com os óleos vegetais, para criar uma base de sabonete espessa e cremosa, que permite que o sabonete seja mais sólido ao toque enquanto que macio na pele, bem como evitar o uso de compostos sintéticos como o estearato de sódio, composto usado para dar firmeza aos sabonetes.

A árvore do cacau produz vagens vermelho-escuro ou castanhas com até 50 sementes cada. Para fazer manteiga de cacau, as sementes são fermentadas, o que elimina a amargura, sendo depois limpas, torradas e rachadas. As pepitas de cacau resultantes são moídas numa pasta espessa e oleosa chamada licor de chocolate.

Existem duas fontes manteiga de cacau orgânico e de comércio justo usadas em toda a gama de produtos Lush: 

Uma das manteigas é originária da República Dominicana e vem da Fundação Orgânica dos Produtores Dominicanos (FUNDOPO), uma organização que trabalha com aproximadamente 1500 agricultores. Cada um deles cultiva o cacau numa média de 1,5 a 2 hectares e o FUNDOPO garante que esses agricultores recebam um preço justo pelo cacau de alta qualidade que produzem.

O segundo fornecedor de manteiga de cacau orgânica e de comércio justo é Confederação Nacional dos Produtores Dominicanos de Cacau (CONACADO): produzem uma variedade não-desodorizada de manteiga, tendo um cheiro forte achocolatado. 10.000 agricultores trabalham juntos sob a proteção da CONACADO.

Tal como a FUNDOPO, os membros da CONACADO investem em conjunto o rendimento extra, proveniente de se tornarem de Comércio Justo, na construção e melhoramento de armazéns, para aumentar a qualidade do seu cacau, bem como na reparação de escolas ou formação técnica, para melhorar assim a qualidade das suas colheitas de cacau. 

De relance

De relance

Benefício
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Altura da colheita
April-June and October-December
Origem
.
Manteiga de Cacau Orgânica de Comércio Justo existe nestes produtos
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Produtos com este ingrediente
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DESTACADO

A história agridoce do cacau

O cacau é um cultivo delicado e sensível, e fazê-lo crescer é uma tarefa difícil, o que leva a pressão sobre os fornecedores de cacau.

Em Setembro de 2000, um documentário da televisão Britânica trouxe à luz a situção difícil dos trabalhados do cacau no Oeste Africano. A série do Channel 4, "Escravidão". expôs o lado negro da produção de cacau - uma indústria onde os muito novos trabalham sem ser pagos, sem liberdade para deixar o seu trabalho, e são muitas vezes agredidos e intimidados pelos seus empregadores.

Desde então, o estado global da indústria do cacau tornou-se cada vez mais difícil de ignorar. A cada reportagem, mais evidências de condições de trabalho perigosas, falta de acesso a educação e ligações ao tráfico humano e escravidão vêm ao conhecimento.

Os feijões de cacau são parte do mercado de produtos agrículos, com todos os países do mundo a utilizar o feijão de uma forma ou de outra. A procura, deste modo, é implacavelmente alta. É também um produto com um considerável tempo de crescimento - leva três anos para que o arbusto do cacau se torne produtivo. Por fim, os cultivos de cacau são altamente sensíveis às mudanças climatéricas, particularmente às mudanças de temperatura, chuvas e à saúde das espécies polinadoras comuns. 

Em resultado, os produtores experienciam flutuações dramáticas no valor que cada colheita pode ter. A Organização Internacional do Trabalho e o Forum Internacional de Direitos do Trabalho (entre outros grupos) revelam que em muitas comunidades a exploração e o trabalho infantil são frequentes. Ao longo da costa do Oeste Africano, no Gana e Costa do Marfim, comunidades inteiras são forçadas a aceitar salários abaixo do nível da pobreza.

Neste momento, guiados pelo desejo de criar um futuro mais sustentável, justo e proactivo para a produção de cacau, organizações e comunidades trabalham juntas para melhorar esta situação.

Enquanto os conflitos na Colômbia pareciam inescapáveis, o cacau ofereceu alguma salvação a mais de 2000 pessoas da Comunidade de Paz de San José de Apartadó. Em 1997, no meio de uma zona de guerra devastada pelo exército, guerrilheiros de esquerda e para-miliatres de direita, estes produtos de pequena escala comprometeram-se à não-violência. O estado respondeu com a retirada de todo o suporto, incluindo meios, electricidade, escolaridade e cuidados de saúde. 

Numa visita em 2015, membros da Peace Brigade International (PBI) assistiram ao desenrolar de uma bandeira grande branca com o nome de mais de 350 membros, amigos e vizinhos que foram mortos desde que a comunidade começou, por grupos de guerilha, exército ou paramilitares. 

Ainda assim, ao lado da mesma, estavam 18 bolos para celebrar os sucessos dos 18 anos anteriores.

"As pessoas que acompanhamos na Colômbis são verdadeiros heróis," diz Dan Slee, um voluntário da PBI. "Estas são pessoas que tentam viver em paz no meio de um conflito armado, que defendem membros mais frágeis da sociedade e que levam os seus casos à justiça apesar das ameaças de morte, perseguições e difamações de que são alvo." 

A comunidade hoje cultiva bananas, abacates, milho, arroz, feijão, banana-pão e feijões de cacau para comer e vender. Os feijões de cacay são o cultivo de onde retiram maior rendimento. Através do seu centro de pesquisa ecológica e da Farmers’ University, têm também aprendido a incorporar técnicas de permacultura, tais como mistura de cultivos, para não ter de comprar e usar pesticidas e fertilizantes.

Entretanto, na República Dominicana, os 1500 agricultores que formam a The Organic Growers Dominican Foundation (FUNDOPO) estão mais espalhados. Muitos vivem em regiões distantes, muitas vezes montanhosas, onde a pobreza é comum, e o tamanho das quintas está, em média, abaixo dos dois hectares (menor que o tamanho de dois campos de futebol com medidas internacionais). As suas localizações remotas significam que as técnicas de cultivo triunfam sobre a mecanização e as plantas de cacau são todas orgânicas, muitas vezes rodeadas de frutos cítricos que são vendidos nos mercados locais para apoiar os rendimentos dos agricultores.

Um agricultor que trabalhe sozinho facilmente encontraria dificuldades em obter um preço justo para os seus feijões, quanto mais conseguir comprar ferramentas caras ou melhorar as infrastuturas locais. No entanto, desde a criação oficial da FUNDOPO em 2007, o prémio de Fair Trade que os produtores ganham significa que agora podem financiar projectos como um colectivo, construindo espaços comunitários e instalações para colectar água potável. 

É também na República Dominicana que encontramos um terceiro fornecedor de manteiga de cacau orgânica e de Comércio Justo. A National Confederation of Dominican Cacao Producers (CONACADO) produzem uma variedade não-desodorizada de manteiga, tendo um cheiro forte achocolatado e que é fantástica na pele.

Tal como a FUNDOPO, os 10 mil membros da CONACADO inventem em conjunto o rendimento extra proveniente de se tornanrem Fair Trade, construindo armazéns, reparando escolas, em formação técnica, melhorando assim a qualidade das suas colheitas de cacau.

Cada comunidade de cacau tem a sua história para contar.