INGREDIENTE

Aloé Vera Orgânico e de Comércio Justo em Pó

Aloe barbadensis

Calmante e protetor
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Produtos com este ingrediente

Seja aplicado seco na pele, ou reidratado, o pó de aloé vera acalma, suaviza e ajuda a proteger a pele. É excelente a acalmar queimaduras solares e vermelhidão causada pelo frio.

Descrição

Descrição

O aloé vera é uma planta de deserto que pertence à família dos lírios. Cresce em solos secos e é nativa do Este e Sul de África. As folhas carnudas são pontiagudas e serradas com espinhos brancos. Contêm um gel transparente, colhido devido às suas variadas propriedades.

O gel da folha de aloé é seco, principalmente para facilitar o seu transporte e conservação. Quando se coloca o pó em contato com água, este obtém a sua força e consistência original.

A Lush compra aloé vera seco a um produtor orgânico e de comércio justo do México.

Aloé Vera Orgânico e de Comércio Justo em Pó existe nestes produtos
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DESTACADO

A história por detrás do aloé: Mulheres Maasai empoderam raparigas

Sob condições adversas no Quénia, as mulheres Maasai tiram o seu sustento do cultivo do aloé, rejeitando as tradições negativas. A repórter do Lush Times, Katie Dancey-Downs, viajou para o Quénia para conhecer algumas destas mulheres e perceber como as suas vidas mudaram

Aviso: Este artigo contém temas que podem incomodar alguns leitores

Em Twala, Laikipia, 32 meninas Maasai preparam-se para uma cerimónia. A 'cerveja' Muratina, com raízes de aloé e mel, foi preparada para os homens, e a comunidade local está reunida. As meninas estão vestidas de preto, roupas tradicionalmente usadas para “o corte” - também conhecido como mutilação genital feminina (MGF). A MGF é ilegal no Quénia, mas ainda acontece.

Estas raparigas de Twala e de áreas vizinhas aparecem à frente da multidão e, juntas, cantam na sua tradicional língua Maa. A sua música é tudo menos tradicional.

"Comprem-me uma caneta, comprem-me um livro, para que eu possa obter conhecimento", cantam. "Não me tragam uma lâmina. Eu não preciso de ser cortada."

As suas vozes são desafiadoras: "Estamos a dizer não ao corte!"

Para as meninas de Twala, a MGF termina naquele momento. Tem sido um longo tempo no que toca à tomada de decisões.

Igualdade feminina

Rosemary Nenini é a coordenadora do Grupo de Mulheres de Twala e ela é a força motriz por detrás das mudanças que aconteceram nesta comunidade. Dedicou-se a preservar muitos aspetos da cultura Maasai, como o artesanato com contas, o conhecimento sobre plantas medicinais e até o estilo de vida da comunidade, tudo isto enquanto trabalhava para erradicar o que ela vê como as partes más da cultura - a MGF, o casamento precoce e a falta de educação para as raparigas.

“Eu sou vítima de todas essas coisas, incluindo a MGF. Pelo menos quando me casei, tive a sorte de ter um bom marido ”, diz. O seu marido permitiu que ela aprofundasse a sua educação, utilizando-a como uma ferramenta poderosa para fazer mudanças positivas.

No passado, as meninas submetidas ao “corte” teriam entre os 16 e os 18 anos, mas essa idade caiu para entre os 10 e os 13 anos, afirma Rosemary. As jovens que passaram por isso ficaram com traumas, e a própria Rosemary confessa que nunca conseguirá tocar numa lâmina.

Rosemary acredita que a redução da idade aconteceu devido à pobreza. Alguns dos membros mais velhos da comunidade disseram a Rosemary que se as meninas não fossem cortadas, ninguém gostaria de se casar com elas. Assim, estariam a casar-se ainda mais jovens e, consequentemente, estariam a ser cortadas mais novas.

“Antigamente os Maasai não eram pobres, mas hoje em dia há pobreza. Então, para obteres riqueza, trocas a tua rapariga por cabras, ovelhas e vacas ”, diz Rosemary.

Rosemary queria ver as raparigas valorizadas igualmente como os rapazes. Ao começar a sua jornada de mudança, juntou-se a um grupo de mulheres, o qual por sua vez se juntou a outras cinco, formando o que hoje é conhecido como Twala. Começaram por criar trabalhos tradicionais com contas Maasai e construir casas.

Rosemary queria que as mulheres dissessem não à MGF, mas as mulheres mais velhas da comunidade recusaram. Quando ela perguntou a razão, estas responderam: "Porque é uma passagem da infância para a idade adulta".

Então, adotou uma abordagem diferente: "Digamos não à MGF até ao ensino secundário."

Todos concordaram e, em 2008, as mulheres de Twala fizeram uma constituição para esse efeito. Rosemary estava apenas a iniciar um longo caminho...

As raparigas foram para a escola - sem cortes e solteiras. Enquanto estavam lá, tinham a oportunidade de se misturar com pessoas diferentes, expandir os seus conhecimentos e formar a sua própria identidade. Quando terminaram a escola, começaram a dizer não à MGF.

Em muitos outros grupos ao redor desta região, a MGF ainda é praticada - ou, como Rosemary suspeita, as pessoas podem não admitir abertamente que pararam a prática para evitar o início de conflitos.

Criar a mudança em Twala não foi fácil para Rosemary, particularmente no que toca a persuadir os homens. Ela conta inclusive que a sua vida foi ameaçada; e quase uma década depois, os detalhes ainda são muito dolorosos para ela conseguir falar.

Enquanto ela nos conta a história sobre as primeiras raparigas que rejeitaram “o corte” na cerimónia, estamos sem palavras. Esperávamos que nos contasse a história de uma jovem corajosa... não de trinta e duas preparadas e unidas.

Acabámos de ser recebidos em Twala com a dança tradicional, e ouvimos o quanto as vozes destas mulheres são poderosas quando cantam juntas. Esta história mostra como as vozes coletivas podem ser fortes e como as comunidades se podem apoiar umas às outras ao enfrentar injustiças.

Mudança no semeio com aloé

Houve outro fator que estimulou a mudança em Twala, algo que mudaria a dinâmica financeira - aloé.

Na cultura Maasai de Laikipian, muito trabalho recai sobre os ombros das mulheres. Vão buscar água, cozinham, cuidam dos animais e criam os filhos. Tudo isto é frequente, sem dinheiro próprio. Os Maasai são tradicionalmente pastores, mas a degradação da terra, devido ao sobrepastoreio, forçou as pessoas a adaptarem-se qualquer tipo de vida. Nesta paisagem nua e propensa à seca, o cultivo de plantas também pode ser difícil.

Mas as mulheres de Twala tiveram uma ideia - iriam cultivar aloé secundiflora e vender aos homens para que produzissem a sua cerveja muratina. O aloé é uma planta perfeita para lidar com as duras condições da região, tendo ainda raízes na cultura Maasai - para além de ser usada para a muratina, esta planta indígena também tem usos medicinais tanto para o gado como para os humanos.

"Se uma mulher pode estar num grupo de mulheres e ganhar um pouco de dinheiro, e o homem conseguir dinheiro noutro lugar, então não venderá meninas por causa da pobreza", explicando Rosemary a importância do aloé no apoio à igualdade de género.

As mulheres abordaram os homens Maasai e pediram alguns terrenos. Inicialmente, os homens desconsideraram a ideia, mas acabaram por concordar, dando-lhes 16 hectares para que pudessem usar os princípios da permacultura e cultivar aloé, juntamente com outros projetos.

As mulheres receberam, de imediato, uma visita por parte de Joseph Lentunyoi, um homem Maasai que fundou o Centro de Permacultura Laikipia nas proximidades. Este começou a apoiar as mulheres no cultivo de acordo com os princípios da permacultura, onde técnicas agrícolas que trabalham com a natureza são usadas para ajudar a restaurar ecossistemas danificados. As ideias partiram sempre das mulheres, mas Joseph trouxe o conhecimento técnico, ensinando-as relativamente à permacultura, especialmente em como espaçar o aloé.

Em pouco tempo, Joseph levou consigo um representante da Lush e, a partir daí, o relacionamento cresceu à medida que as mulheres Twala (e mulheres de outras três comunidades vizinhas) começaram a vender aloé para a Lush e para mulheres locais Maasai na produção de sabão.

“A permacultura é um modo antigo de vida que deixámos, talvez por causa da influência ocidental, educação ou religião”, diz Joseph.

“Quando começámos a ensinar os grupos de mulheres sobre permacultura, elas diziam: «Ah! Nós costumávamos fazer isso, mas parámos! Temos de começar a fazer outra vez!»”

As mulheres foram tão bem sucedidas que os homens Maasai agora pedem que recrutem as suas esposas para o grupo.

Como o conhecimento Maasai se materializa com a permacultura

As mudanças em Twala mostram uma cultura em mutação. Estas mulheres rejeitaram determinados elementos da cultura Maasai e, ao mesmo tempo, continuam a preservar tradições como bordados, cantos e estilos de vida comunais. E, como algumas partes da cultura são rejeitadas, novas tradições são bem-vindas.

"Tradicionalmente, as pessoas não usam produtos químicos e a permacultura não usa produtos químicos", explica Priscilla, uma mulher Maasai que foi contratada em 2014 para levar o seu conhecimento de permacultura às mulheres em Twala.

Excecionalmente, Priscilla foi autorizada a ir para a escola, incentivada por uma tia que se tornara médica na Rússia. Durante toda a sua educação, sabia que um dia precisaria de retornar à sua comunidade e ajudar a criar mudanças.

Quando Priscilla chegou a Twala pela primeira vez, a terra estava muito vazia, a sofrer com a desflorestação. Agora, as árvores estão a ser conservadas e as aves voltaram. O composto orgânico é feito aqui. Há colmeias, ervas e trincheiras para escoamento de água, promovendo o crescimento da vegetação.

Logo no início, as mulheres enfrentaram desafios da vida selvagem local. Em primeiro lugar, um porco-espinho comeu uma quantidade considerável de alóes. Depois, uma manada de elefantes atravessou as plantações, atropelando mais de 100 espécimes.

Usando o conhecimento Maasai e as lições da natureza, o grupo encontrou soluções. Uma cerca de rede de arame dissuadiu o retorno do porco-espinho e cercas de colmeias a balançar desviaram o caminho dos elefantes - com o benefício adicional de terem mel.

Através do seu trabalho em Twala, Priscillia é agora capaz de financiar a escola do seu irmão mais novo, bem como pagar a alguém que cuide do gado dos seus pais na ausência do seu irmão.

Florescer ideias

Twala não é o único grupo de mulheres Maasai a colher as recompensas do aloé; existem mais três grupos na região a ser apoiados pela LPC (Laikipia Permaculture Centre) e a vender para a Lush. O mais novo desses grupos é o Osuguroi (a palavra Maasai para aloé), em que as mulheres estão a cultivar aloés há um ano.

Sentada numa colina relvada, Priscilla traduz-nos o que as mulheres nos relatam sobre como o aloé está a ajudar nos seus rendimentos e a melhorar os seus padrões de vida - podem agora levar os seus filhos à escola.

Este grupo está apenas no seu início e as mulheres têm grandes ambições e desafios a superar. Uma vez por ano, os elefantes passam pelos terrenos, danificando as plantações, e algumas pessoas deixam lá os seus animais a pastar. Tal como Twala, Osuguroi trabalhará com a natureza para resolver esses problemas. Quanto mais lucro gerarem, mais poderão fazer. As mulheres referem o quanto estão orgulhosas do que conseguiram. Poderiam ter cortado as árvores e a vegetação, mas a quinta foi conservada.

Quando viajámos para Laikipia, nunca esperámos ver uma conexão direta entre aloé e parar a mutilação genital feminina. Mas sem pessoas como Rosemary a darem esse empurrão, estas mudanças nunca teriam acontecido. Rosemary deseja que mais comunidades adotem estas mesmas mudanças e está claro que ela tem a determinação de tornar isso realidade.

Espreita o novo filme Da Origem à Pele (com legendas em português), onde Kelly, da Lush, viaja para o Quénia com o intuito de descobrir como o aloé é colhido da terra diretamente para o nosso Charity Pot, ou lê mais sobre o Laikipia Permaculture Centre.

Fotos a partir de cima: Priscilla Senteina em Laikipia, Quénia; Aloe secundiflora a crescer em Laikipia; Priscilla a cortar aloé em Laikipia.

Aloe secundiflora

Lush Buying presents: Aloe Laikipia

Esta história mostra como a voz coletiva pode ser forte e como as comunidades se podem apoiar para enfrentar injustiças