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Vamos levar o Dia da Mãe de volta às suas raizes feministas

O Dia da Mãe não se resume a presentes de última hora e postais feitos à mão, é sim sobre celebrar as mulheres mais ousadas e inspiradoras que fazem parte da nossa vida. Por isso, vem daí conhecer as mulheres fortes que nos ajudaram a ganhar forma, desde a Beyoncé até às nossas avós.

Meses antes de ser o Dia da Mãe, filas de cartões de felicitações cor de rosa, com beijinhos e abracinhos, alinham-se nas prateleiras para nos relembrarem de dizer um grande obrigado às nossas mães. Mas o dia da Mãe nem sempre foi assim tão fofo – os festivais de celebração à maternidade remontam aos tempos anciãos da Grécia e Roma, enquanto o feriado cristão de Domingo de Ramos, que pouco ou nada tinha haver com mães. Realizado no quarto Domingo da Quaresma, esta era originalmente a altura que os Cristãos retornavam à ‘Igreja Mãe’ em seu serviço. Com o passar dos anos, o feriado transformou-se. Provavelmente ainda mais interessante, o feriado oficial Americano começou como um movimento antiguerra pela poetisa, autora e ativista social Julia Ward Howe e pela ativista social Anna Jarvis em 1872. Ambas trabalharam e tiveram o seu papel nos direitos das mulheres e grupos de sufrágio, ajudando a promover o ‘Mother’s Peace Day’ após a guerra Civil Americana e a Guerra Franco-Germânica na Europa. Esta foi uma forma das mulheres se reunirem uma vez por ano no apoio ao movimento de paz. Este feriado foi adicionado ao calendário oficialmente em 1914.

Mas a imagem feminista do Dia da Mãe acabou por desvanecer numa vertente comercial, e as mulheres que inicialmente lutaram por ver este feriado no calendário, lutaram depois para que fosse apagado. Neste Dia da Mãe, podemos fazer mais que dar as usuais flores e chocolates de última hora – aqui vão algumas formas emponderadoras para celebrar as pessoas mais importantes da tua vida e, já que vamos por aí, vamos deixar de lado o conceito tradicional de mãe – pais solteiros, avós e avôs, pais do mesmo sexo, pais adotivos, amigas e amigos próximos, colegas de trabalho, ou até a senhora simpática do teu supermercado de bairro, merecem todos o teu amor.

O que quer que traga felicidade  

Vamos deixar de assumir que a tua mãe quer uma caixa de chocolates, ou um chá numa avenida romântica acabada de sair de um romance de Jane Austen; deixa-a decidir como quer passar o dia. Seja para ter algum tempo para cuidar de si, estar num concerto e dançar até mais não, ou mesmo não fazer absolutamente nada, deixa a decisão nas mãos dela.

Mulheres unidas, à mesa e na luta

A ligação entre o brunch e os direitos das mulheres pode não ser óbvia, mas parece que há uma ligação entre torradas e a libertação. Antes da virada do séc. XX, as mulheres não podiam jantar em público sem um acompanhante do sexo masculino. (bem antiquado, não?). A mulheres que ajudaram na mudança desta regra foram as mesmas mulheres que lutaram pelo direito ao voto, e, em 1907, Harriet Stanton Blatch, filha da sufragista Elizabeth Candy Stanton, processou o conceituado Restaurante Hoffman House por recusar deixá-la fazer a sua refeição. Após pressão por parte das feministas, esta regra eventualmente acabou. A partir da década de 30, o brunch começou a ser visto como uma forma de poupar tempo e dinheiro, cortando a meio as horas que as mulheres passavam a cozinhar e a limpar – muito longe ainda dos longos e preguiçosos brunches que desfrutamos hoje em dia. Apesar de a nossa atitude ter mudado, o sentimento pelo brunch é o mesmo – uma refeição de luxo para descontrair. Por isso relaxa, esquece os pratos por lavar e descontrai com a tua mãe num a belo e vagaroso brunch num sitio simpático.

Mãe é muito mais do que 3 letrinhas apenas

Muitas vezes, podemos esquecer-nos que as mães também têm uma vida própria além dos seus filhos. As mães têm amigas, hobbies e talentos que vão para além de mudar fraldas, criar os filhos, fazer lasanha ou ajudar nos trabalhos de casa. Neste Dia da Mãe, pergunta-lhe sobre ela – descobre algo que não imaginavas sobre a mulher que te trouxe ao mundo, podes-te surpreender com algumas coisas que ela tem para te contar!

Faz uma viagem de inspiração

Porque não usar o Dia da Mãe como desculpa para refletir sobre todas as figuras fortes na tua vida, que tanto te inspiraram a ti e à tua mãe? Vai a uma galeria de arte, vê um filme clássico, ouve os músicos que te faziam dançar pelo quarto ou apresentem uma à outra literatura que faça pensar. Cruza e poliniza ideias – quem sabe, ainda aprendes algo novo!

O que quer que escolhas fazer neste Dia da Mãe, porque não voltar a tradição às suas raízes feminista, luta contra o Patriarcado e fazer com a tua mãe saiba o quanto ela é uma mulher forte e independente que não precisa de cartões ou chocolates para saber o quanto é única.

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