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Folhas frescas de aloé de Laikipia, Quénia

Compramos as folhas de aloé vera frescas, que usamos no nosso reformulado Charity Pot, a seis Grupos de Aloé de Mulheres Maasai, integrantes do Centro de Permacultura do Quénia

O povo Maasai do Quénia vive do pastoreio. A criação de gado é a sua principal fonte de rendimentos e é tradicionalmente feita por homens. Durante os tempos de seca, os homens deslocam-se frequentemente para encontrar pastagens adequadas para o seu gado, enquanto mulheres e filhos permanecem em casa. Devido às duras condições que enfrentam, as mulheres Maasai juntam-se para se apoiarem mutuamente, criando relações profundas e de carinho. Passam os seus dias a criar fantásticos trabalhos com contas e a queimar lenha para fazer carvão, que vendem depois para comprar comida.

A região de Laikipia é muito árida devido à desflorestação e consequente erosão extrema do solo. Existe hoje a perceção, entre as mulheres, de que cortar as árvores está a contribuir para a degradação do solo e, consequentemente, origina más colheitas. Quando a ameaça de fome paira no ar, devido à seca extrema e à consequente falta de vegetais disponíveis, a sua dieta consiste em leite azedo e sangue do gado. A esperança média de vida destas mulheres é de 45 anos.

Esta situação inspirou-as a criar uma fonte alternativa de rendimentos e alimentação. Foi assim que nasceu o Nabulu Women's Aloe Group. Este é um dos seis grupos de Aloé que o SLush Fund apoia em Laikipia.

O Nabulu (significa "crescer") Women's Group é composto por vinte mulheres Maasai, com idades compreendidas entre os 25 e os 40 anos. As mulheres reúnem-se duas vezes por semana para aprender a ler, escrever e falar Kiswahili. Têm assim a oportunidade de crescer como grupo e como indivíduos, ganhando força e coragem para criar uma vida partilhada e sustentável. Durante estes períodos em que se juntam, experimentaram também criar cosméticos de aloé, vendendo-os no mercado local.

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A Lush compra agora também as folhas frescas de Aloé para o nosso renovado Charity Pot. As folhas chegam inteiras e frescas à nossa fábrica, onde são cortadas para extrair o gel. Foram investidos fundos do SLush em cercas para proteger o aloé de ser pisado por elefantes e camelos selvagens, bem como em mudas de aloé, um sistema de rega e equipamento de cultivo. Através da nossa parceria com o permaculturista Maasai, Josep Lentunyoi, e o Centro de Permacultura de Laikipia, estamos a trabalhar com as mulheres Maasai para introduzir plantas nutritivas nos terrenos secos, tanto para melhorar a sustentabilidade das terras, como para fonte de alimento.  

Foram investidos fundos do SLush em cercas para proteger o aloé de ser pisado por elefantes e camelos selvagens, bem como em mudas de aloé, um sistema de rega e equipamento de cultivo .

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